Brindo hoje à incerteza de cada escolha, que nos faz ser mais ou menos felizes mas sempre mais inteiros.


Às vezes juramos nunca mais... mas apresentada a oportunidade sucumbimos à tentação hedonista e reincidimos.
ue nos conhecemos. Existe por si mesma. Como se tivesse um conhecimento maior do que aquele que nós próprios temos. É como a música extra depois de chegarmos ao fim de um cd, aquela que ouvimos quando pensamos que tudo a seguir seria silêncio. Como uma recta depois de várias curvas. Ou o embalo daquela descida depois da montanha que subimos. Faz-nos correr, na esperança de chegar, e acreditar, quando o cansaço domina. É o segredo que temos dentro de nós e que ninguém descobre, nem ninguém revela, é nosso. É o que a vida nos oferece quando se dissipa o nevoeiro e o sol nos brinda com o seu esplendor.
Sinto a escrita percorrer-me, com a urgência de querer nascer, de querer romper a pele. Saltar da boca como um grito, mesmo que só ecoe. Há dias assim.
Respirar sempre! Repito em silêncio a lenga-lenga... Um nervoso miudinho que se esbate ao primeiro contacto com a água num conforto inesperado.