Algumas peças da minha autoria... será caso para dizer, ainda bem que foste para enfermagem? :)))
Aqui se fala de um homem que se revolta com a hipocrisia da sociedade e empreende uma viagem ao mais básico e instintivo, ao duelo de si contra si num cenário de Natureza crua e dura, sem os adornos do palco montado pelos humanos.
Ainda não fecharam os cemitários mas a lotação está quase esgotada... Já é uma sorte arranjar uma gaveta! É por isso que eu quero ser "cromada"... Ou então em banho de bronze...

Heath Ledger, Actor, Is Found Dead at 28 (4/4/1979 - 22/1/08)
É meia noite e quarenta e cinco minutos, estou à frente do computador e vou fazer manhã (equivalente a dizer: vou acordar às 6h50 com umas olheiras de meio metro e um humor de fugir, enfrentar a rotunda da GNR e a rotunda de Queluz de Baixo e o IC19 e o Nó de Pina Manique e uma passagem de turno cujas informações vão entrar a 100 e sair a 200 e passar oito horas com uma máscara vestida e... acordar às 16h30, quando o dia começa).

O que sou essencialmente – por trás das máscaras involuntárias do poeta, do raciocinador e do que mais haja – é dramaturgo. O fenómeno da minha despersonalização instintiva, a que aludi em minha carta anterior, para explicação da existência dos heterónimos, conduz naturalmente a essa definição. Sendo assim, não evoluo: VIAJO. (Por um lapso da tecla das maiúsculas, saiu-me sem que eu quisesse essa palavra em letra grande. Está certo, e assim deixo ficar.) Vou mudando de personalidade, vou (aqui é que pode haver evolução) enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que compreendo o mundo, ou, antes, de fingir que se pode compreendê-lo. Por isso dei essa marcha em mim como comparável, não a uma evolução, mas a uma viagem: não subi de um andar para outro, segui, em planície, de um para outro lugar.
Tendo em conta que o meu último post foi sobre o silêncio... achei melhor manter um certo afastamento, por uma questão de coerência.Ligo directo para a caixa de correio só para ouvir a
tua
voz,
Sei que é cena fora mas todo o dia chega a hora
em que
o lado esquerdo chora quando se lembra de nós
A vida corre tranquila, cada vez menos reguila
meto guita de parte e a cabeça não vacila tanto
Para minha alegria e meu espanto
Pode ser que o passado fique por onde deve estar:
No pretérito imperfeito, já que não é mais-que-
perfeito,
Este é um presente que eu aceito
Para atingir a tranquilidade
Que supostamente se atinge com a nossa idade
A verdade é que a saudade do que passou
Não é mais que muita...
Mas por muita força que faça ela passa por saber que
te vivi...
Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Agora...
Porque todos respiramos e porque todos deixamos de o fazer um dia...Hino à vida e partilha.
Brindo ao jantar de ontem, aos casais, a partilha é um desafio enorme.
Deixo as mãos abertas hoje.

Album Neon Bible, Arcade Fire; In Rainbows, Radiohead;A Weekend In The City, Bloc Party;An End Has a Start, Editors;Close to Paradise, Patrick Watson; So Real: Songs From, Jeff Buckley
Canção: Boa sorte/Good Luck, Vanessa da Mata e Ben Harper
Concerto: Arcade Fire, SBSR
Teatro: Hamlet com Diogo Infante; Os melhores sketches dos Monty Phyton
Control, Anton Corbjin
À prova de morte, Tarantino
Planeta Terror, Robert Rodriguez
Muitos nomes ficam omissos mas esta cabeça já não é o que era. É o preço da maturidade...
Claro está que vos deixo um repto, aí o trigésimo sétimo desde a fundação deste singelo blog: que tal partilharem o vosso Best Of... Podem acrescentar outras categorias.




A inveja é um sentimento muito feio... cliché ou não, é um facto. Há sentimentos dos quais nos arrependemos. Sentimentos similares a uma hipersecreção gástrica e talvez daí derive a expressão "verde de inveja"... apesar do verde servir para ilustrar diversas coisas... sendo que o verde neste contexto evoque a bilis... como é que a cor da bilis é a cor da esperança? A esperança é um sentimento... bilioso? Bem, afasto-me da confissão do pecado (ou talvez não!) e do mote deste post.
A esperança devia ser representada pela cor preta: absorve tudo... consome. Quanto ao verde... deixá-lo à mercê das secreções naturais e já agora da própria Natureza.
A inveja... ora bem, é deste ignóbil termo que falamos. Como me sinto um pouco preguiçosa vou pedir ajuda à wikipédia...
"Inveja é o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa gerando um sentimento tão grande de egocentrismo que renegue as virtudes alheias, somente acentuando os defeitos. (...)
É considerado pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bençãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual.
É comumente associada à cor verde, como na expressão "verde de inveja". A frase "monstro de olhos esverdeados" (green-eyed monster, em inglês) refere-se a um indivíduo que é motivado pela inveja. A expressão é retirada de uma frase de Otelo de Shakespeare. Outra expressão muito comumente usada no dito popular, para designar a inveja é a dor de cotovelo."
Cá está a referência cromática... é a teoria da bilis... embora ela nos faça falta... a bilis é uma injustiçada!
Termina-se a explicação com a célebre "dor de cotovelo". Meus amigos, eis o busilis da questão. Este final de 2007 fui acometida por uma algia intensa, insidiosa e constante nessa articulação, o que não deixa de ser irónico. O ano passado por esta mesma altura parti o rádio do membro superior esquerdo. Este ano foi um pouco mais acima... dor dilacerante de cotovelo... dos dois... e mais houvessem.
Crescemos a ouvir "grão a grão enche a galinha o papo" ou a alegoria da cigarra e da formiga que enaltece a poupança e o comedimento. Os media, a publicidade, o contexto económico destes anos incitam à poupança, ao velhinho pé de meia para usar em dias mais cinzentos. Não serei apologista do desbarato, do carpe diem inconsequente mas onde está o meio-termo, essa virtude que Aristóteles já ensinava? Poupemos... mas nunca o coração. Andamos inchados com a auto-proclamada generosidade (pecado da vaidade aí em força...) dos subsídios de Natal destilados no centro comercial, e economizamos no amor, nos abraços e sorrisos, nas palavras que não pesam nada e valem ouro.
Mammon (pt: Mamon) é o ídolo pagão citado no Novo Testamento para descrever o culto a riqueza, a avareza e o ganho material


Invoco agora aquele clássico slogan da marca"Matinal", passe a pub... "Se não gostar de mim, quem gostará?" A resposta óbvia: a mãezinha e o paizinho vão sempre achar-nos os seres mais lindos do mundo, até porque somos resultado da combinação dos seus genes e era desagradável admitir que o nariz do pai e o queixo da mãe não produziram um efeito particularmente harmonioso... ei-lo novamente: pecado da vaidade, enquanto estima exacerbada de si mesmo, reflectido no que por si foi concebido. 