ue nos conhecemos. Existe por si mesma. Como se tivesse um conhecimento maior do que aquele que nós próprios temos. É como a música extra depois de chegarmos ao fim de um cd, aquela que ouvimos quando pensamos que tudo a seguir seria silêncio. Como uma recta depois de várias curvas. Ou o embalo daquela descida depois da montanha que subimos. Faz-nos correr, na esperança de chegar, e acreditar, quando o cansaço domina. É o segredo que temos dentro de nós e que ninguém descobre, nem ninguém revela, é nosso. É o que a vida nos oferece quando se dissipa o nevoeiro e o sol nos brinda com o seu esplendor.sábado, 15 de setembro de 2007
Fé
Ás vezes, fé é aquela semente que germina dentro de nós desde q
ue nos conhecemos. Existe por si mesma. Como se tivesse um conhecimento maior do que aquele que nós próprios temos. É como a música extra depois de chegarmos ao fim de um cd, aquela que ouvimos quando pensamos que tudo a seguir seria silêncio. Como uma recta depois de várias curvas. Ou o embalo daquela descida depois da montanha que subimos. Faz-nos correr, na esperança de chegar, e acreditar, quando o cansaço domina. É o segredo que temos dentro de nós e que ninguém descobre, nem ninguém revela, é nosso. É o que a vida nos oferece quando se dissipa o nevoeiro e o sol nos brinda com o seu esplendor.
ue nos conhecemos. Existe por si mesma. Como se tivesse um conhecimento maior do que aquele que nós próprios temos. É como a música extra depois de chegarmos ao fim de um cd, aquela que ouvimos quando pensamos que tudo a seguir seria silêncio. Como uma recta depois de várias curvas. Ou o embalo daquela descida depois da montanha que subimos. Faz-nos correr, na esperança de chegar, e acreditar, quando o cansaço domina. É o segredo que temos dentro de nós e que ninguém descobre, nem ninguém revela, é nosso. É o que a vida nos oferece quando se dissipa o nevoeiro e o sol nos brinda com o seu esplendor.domingo, 9 de setembro de 2007
Parabéns Filipa
Sinto a escrita percorrer-me, com a urgência de querer nascer, de querer romper a pele. Saltar da boca como um grito, mesmo que só ecoe. Há dias assim.Ontem reunidos em mais uma comemoração que aguardava o culminar da meia noite, tal qual princesa que vira abóbora, se chegar tarde. Comida vegetariana no "Terra", para esse abraço saudável com a natureza...
domingo, 2 de setembro de 2007
O Primeiro Mergulho
Respirar sempre! Repito em silêncio a lenga-lenga... Um nervoso miudinho que se esbate ao primeiro contacto com a água num conforto inesperado.Só me oiço a mim... inspiro... expiro. Os pensamentos ficam selados naquele cofre de azul, gritados de mim para mim. Que bem sabe estar comigo... Olho em volta, todos estão consigo mas também estão aqui ao meu lado. Se esticar a mão sei que não os alcanço, ludibriada pelo golpe de vista imposto pela refracção da luz. Estico-me um pouco mais, um impulso final, a mão vai à frente e emerge... O sol filtrado pelas máscaras esconde sorrisos... Respiro. Sempre. 

sábado, 1 de setembro de 2007
"3 é a conta que deus fez"
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
O dia de hoje

Tudo gira em torno do agora. Não há fuga possível.
Por muito que não me queira levantar da cama, quando descubro vários músculos, que nem sequer sabia ter(depois de uma aula intensa de ginástica, em que se trabalha o que está menos bem). Temos de andar. Por vezes correr, porque passa da hora. E depois parar, porque demora uma hora para que tudo gire, uma outra pessoa, a mesma equipa, o mesmo cenário. Falam-se dos outros, desligo nessa altura. Tenho tempo para pensar comigo em mim, não me apetece ouvir os outros falar de outros outros, da vida desses outros que também gira. Espero. Hoje vou almoçar ao espaço exterior com uma colega, fora de horas, sentir o calor e a luz alimentar-me os passos. Primeiro vou e depois regresso ao mesmo cenário, já com outras personagens e com as outras mesmas mas diferentes. Regresso a casa no automóvel do agora, alterno o travão e o acelerador, consoante o semáforo da vida me permite viver ou não. Mas sempre sentir, mas sempre chegar, sempre viver o agora, é esse o grande desafio.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
MAIS UMA TRINTONA!!!
Tens de melhorar a segurança do teu blog! Isto é tão fácil de entrar, mesmo para "hackers" de classe Z!Amiga! Parabéns! Hoje não nos vês, tens que nos ler!
Sandra diz: Benvinda aos anos 30! A partir de hoje não te esqueças do creme age fitness da biotherm, todos os dias religiosamente. E diz lá se não tenho razão? Estamos mais bonitas aos 30 do que estávamos aos 20! Gosto muito de ti, amiga!
Marta diz: Já fui enganada, porque eu só fui contratada para colocar isto no blog e agora tenho que escrever! Amiga, diverte-te e a vida ainda só agora começou! Ah e já agora vou levar um gajo giro ao teu aniversário, estatura média, trintão, sorriso bonito, consta que é bom na cama, sociólogo, mas social democrata. Como vês não há gajos perfeitos. Beijinhos.
Andreia diz: Chegou á caixa correio de... Neste momento não estou disponível, mas Marta e Sandra dizem que a Andreia não tem tempo para nada...apesar de estar de férias!!! Mas ela deseja-te um feliz aniversário e 6ªf lá estará para as margaritas.
Tânia diz: A Sandra e a Marta acham que a Tânia iria escever algo deste género:). Miguinha do coração! Mais um aninho e tantas mudanças tantas alegrias, tantas emoções... algumas tristezas, algumas decepções, mas essencialmente um caminho percorrido lado a lado, uma amizade fortalecida e eterna. Vive cada dia intensamente. Mil e um beijinhos da Tânia, Fernando, Gui e Tomy.
Damien Rice - The Blower's Daughter (Without Film Clips)
Vandinha para terminar dedicamos-te esta música. Beijos
domingo, 26 de agosto de 2007
Boas notícias

Things should go quite well for you today, dear Virgo, and you will find that there is an added serenity in the air that will help calm your nerves. There is no need to make things more complicated than necessary. The answers to your questions are actually quite simple. More than likely, everything you need is right at your fingertips. You don't need to go far to find what you are looking for.
Não ligo muito a isto mas gostei do que li... Muita tranquilidade!!!
Sereias
Oceanos que se cuidem... elas andem aí!Como sou acometida com gravidade dessa doença que o povo chama "bicho carpinteiro", eis que me meti noutra empreitada e resolvi arrastar a minha amiga Peixa. Ok, não precisei literalmente de a arrastar porque ela no fundo nasceu para estar dentro de água e tem revelado ainda maior entusiasmo com... deixemo-nos então de suspense... queria fazer render, lá está, o peixe (!) mas tenho mesmo de abir o jogo: curso de mergulho! Ou tecnicamente, Open Water Diver... tem sempre outra classe e parece que em inglês ganha credibilidade. Parece...
A Peixa, como pessoa precavida que é, ainda foi fazer um baptismo-teste, mas aqui esta que vos fala foi mesmo à maluca. A sensação de colocar o regulador(aquela coisa que nos fornece ar) na boca não foi muito diferente da experimentada com o encaixar primeiro das botas de ski nos ditos... Também nessa aventura me atirei de cabeça. Quem me oiça/leia pode ficar com a ideia que sou uma doidivanas... é verdade que não abundo em sanidade mental, porém, sou muito mais standard do que aparento. Gosto de desportos pseudo-radicais! Ski, mergulho, danças de salão, bricolage, etc e tal...
Há pessoas que fazem por ocupar cada minuto do seu tempo, porque às vezes ter tempo obriga a olhar para dentro e nem sempre se gosta do que se vê. Eu sou uma destas tempofóbicas! Mas estou em recuperação. Costumo ir às reuniões dos Viciados-em-fazer-coisas Anónimos... sempre dá para ocupar o tempo.
No mergulho a calma impera. Escudados no azul de silêncios e tesouros escondidos, só a respiração é audível. Eis a regra principal deste desporto: respirar sempre! A outra regra principal é não mergulhar sozinho.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
The Fray - How To Save A Life (Version #2)
´Há vidas que precisam ser salvas, com as mãos... com um abraço... com silêncio...
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Vanessa da Mata e Ben Harper - Boa Sorte / Good Luck
Hoje e ontem e sempre....Boa Sorte. Depois da massagem, uma boa música.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Meio cheio ou meio vazio?
Há um conceito que sempre me inquietou: atribuir a quailificação de pessimista a quem vê o copo meio vazio, ou por oposição, optimismo a quem o vislumbra meio cheio.Como rotular uma pessoa que simplesmente vê o copo a meio? A meio de transbordar e precisamente a meio de se ver o fundo...
Vejo a minha inquietude reflectida nesta metáfora... Recuso o optimismo inconsequente e não aceito o pessimismo castrador. Eis-me na charneira inqualificável. O copo está a meio e ponto final.
Agrada-me pensar que atingi o patamar supremo da "vida boa" que Aristóteles ensinava: no meio está a virtude! Mas isso sou só eu a alimentar o meu delírio de grandeza...
sábado, 18 de agosto de 2007
Enya - Only Time
Existem algumas músicas que nos preenchem. Com as quais podemos escrever os caminhos que traçamos e que percorremos. Então essas músicas passam a fazer parte do que somos.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
domingo, 12 de agosto de 2007
Felicidade...
Hoje vi um filme de Todd Solondz chamado "Happiness". O filme é um turbilhão de momentos vividos por gente pouco feliz...E para terem ideia, as histórias dos personagens vão-se cruzando, como peças num jogo de xadrez, sendo a felicidade o prémio pelo qual se dispõem as peças. Semelhança com a vida e um brinde à felicidade, que só é atingida por um adolescente que finalmente se consegue masturbar. Parece que ele sabe o segredo para a felicidade...enquanto os restantes personagens se limitam a brindar, esperançosos de a atingir.

pequenos nadas
Irrita-me o facto do meu vizinho do lado acender o fogareiro sempre uma hora antes de jantar, e mais ainda o cheiro que inunda a minha casa, o quintal, entranhando-se no meu nariz e fica, perdura sempre o mesmo tempo. A precisão das horas atordoa-me, neste domingo que se extingue.
sábado, 11 de agosto de 2007
Para a Vanda cantar ao espelho com o J.Palma hoje e ...sempre
A Gente vai continuar

Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
o que lá vai já deu o que tinha a dar
o que lá vai já deu o que tinha a dar
quem ganhou, ganhou e usou-se disso
quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
e enquanto alguns fazem figura
e enquanto alguns fazem figura
outros sucumbem à batota
chega aonde tu quiseres
mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
a gente vai continuar
enquanto houver estrada para andar
enquanto houver ventos e mar
a gente não vai parar
enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
o sistema é antigo e não poupa ninguém
somos todos escravos do que precisamos
reduz as necessidades se queres passar bem
que a dependência é uma besta
que dá cabo do desejo
e a liberdade é uma maluca
que sabe quanto vale um beijo
a gente vai continuar...
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Para a Sofia
Estrela do Mar Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
E em que o sono parecia disposto a não vir
Fui estender-me na praia, sózinho, ao relento
E ali longe do tempo, acabei por dormir
Acordei com o toque suave de um beijo
E uma cara sardenta encheu-me o olhar
Ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era
Ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar
"Sou a estrela do mar só a ele obedeço
Só ele me conhece, só ele sabe quem sou
No princípio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força
Ser dono de mim..."
Não sei se era maior o desejo ou o espanto
Só sei que por instantes deixei de pensar
Uma chama invisível incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível fez-me acreditar
Em silêncio trocámos segredos e abraços
Inscrevemos no espaço um novo alfabeto
Já passaram mil anos sobre o nosso encontro
Mas mil anos são pouco ou nada para estrela do mar
"Estrela do mar
Só a ele obedeço
Só ele me conhece, só ele sabe quem sou
No princípio e no fimSó a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força
Ser dono de mim..."
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
O fabuloso teatro do gigante

Bem, finalmente, entre o inchaço após excisão do meu dente, acabei de ler este "Teatro" que já me acompanhava há algum tempo. Confesso que mergulhei no universo fantástico destas personagens, que sem dúvida são comuns a uma vida de aldeia, com o acrescento de outras personagens que lhes dão brilho, fulgor, magia e memórias de ouro, que ficam nos resquícios das suas lembranças. Sim, porque o corpo podemos modificar, podemos mudar de lugar, mas as memórias...Há momentos na vida em que a fuga da realidade nos permite ser um bocadinho mais felizes, mesmo que depois um regresso se imponha, mais cedo ou mais tarde, mas a doçura da fuga fica sempre.
Que os "gigantes" nos cerquem e inundem de sonhos, e que tenhamos coragem de os acompanhar.
DENTE
Estreei-me na ida dolorosa ao dentista. Por sinal, não foi uma ida muito apaziguadora, pois
ao olhar ao espelho para o pedacinho de dente que vislumbrava e se ria no finalzinho do meu maxilar inferior, à direita, fazia antever-lhe um parto difícil, a "ferros" mesmo (Um ano depois, a dar à luz um dente...), irónico. Para além de toda a banda sonora que me acompanhou na excisão (broca, aspirador entre outros...), tenho o gelo como confidente e um inchaço que me faz parecer aquele peixe fantástico que incha, companheiro do Nemo... Já para não falar no ratinho que tenho no estômago desde então, sim porque iogurtes, sumos, batidos, água e todos os líquidos não chegam para adormecer o ratinho ansioso por algo mais consistente. A parte boa é que se perdem uns quilinhos, pronto uns gramitas...
ao olhar ao espelho para o pedacinho de dente que vislumbrava e se ria no finalzinho do meu maxilar inferior, à direita, fazia antever-lhe um parto difícil, a "ferros" mesmo (Um ano depois, a dar à luz um dente...), irónico. Para além de toda a banda sonora que me acompanhou na excisão (broca, aspirador entre outros...), tenho o gelo como confidente e um inchaço que me faz parecer aquele peixe fantástico que incha, companheiro do Nemo... Já para não falar no ratinho que tenho no estômago desde então, sim porque iogurtes, sumos, batidos, água e todos os líquidos não chegam para adormecer o ratinho ansioso por algo mais consistente. A parte boa é que se perdem uns quilinhos, pronto uns gramitas...domingo, 5 de agosto de 2007
sábado, 4 de agosto de 2007
Crónicas Allgarvias: "Sonho de uma tarde de Verão"
Crónicas Allgarvias: "Arquitectos e Engenheiros"
Que Portugal é um país de doutores e engenheiros todos sabemos, mas é no verão que a nossa veia construtiva salta cá para fora.

Castelos, torres, túneis secretos, canais com pontes suspensas, piscinas, poças...

Centenas de pais zelosos exibem a sua mestria à beira-mar... a filhos mais dedicados ao ramo das Demolições. Penso que significativa percentagem daqueles progenitores ansiava secretamente por um descendente, com o único pretexto de poder brincar na areia a fazer construções que não se parecem com nada, mas funcionam lindamente como armadilha a algum traseunte mais desprevenido que resolva enfiar a pata no canal da mancha da família Meireles. Tudo em prol da educação dos mais novos!
Ps: Eu gosto particularmente de escavar túneis... Undergroud forever!!!
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Crónicas Allgarvias: "Época de Caça"
[Algures em Julho]
Todos os anos milhares de portugueses e outros tantos morcões (comentário deliberadamente chauvinista como retaliação aos que intitulam de mouros os habitantes a sul do Tejo) migram até à costa sul do país, num ritual que se perpetua há gerações... ou pelo menos desde que eu me lembro.
Em busca do sol? De corpos Piz Buin... ou de abdominais flácidos com queimaduras de grau 1? De águas tépidas... (onde????) Todos motivos plausíveis, à excepção da parte da queimadura, mas longe da verdadeira motivação. Esta esconde-se enterrada nas areias douradas beijadas pela bruma das ondas... (Por favor, dêem-me um tiro: demasiado sol na moleirinha!!!!)

Está aberta a época da Caça à Conquilha (do latim, cadelinhiis)...

Também lá andei de rabo virado pro céu, a esgravatar com os quatro membros a areia pejada dos ditos bivalves... A caça estava tão fácil que até me aborreceu. Isto sem dar luta não tem piada! Dei por mim a imaginar um universo invertido em que gigantescos moluscos perscrutam a areia, desenterrando humanos indefesos que mais tarde vão ingerir com uma bejeca! Weirdo!!!

Enfim... eu até não os como, só gosto do pãozinho no molho a saber a mostarda, mas ficou saciada a natureza predadora.
domingo, 29 de julho de 2007
Pós Férias
Pois bem...voaram.
Gosto do sabor que tem viajar (embora não tenha sido para muito longe...). O desconhecido tem sempre um sabor agridoce, locais não tão novos assim, alguns já conquistados, revividos, renovados. Uma areia mais ou menos fina, que facilita mais ou menos o caminho. O primeiro toque na areia do meu filho, a descoberta...O lamber da pele por estar salgada e o sorriso do depois.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
sábado, 14 de julho de 2007
sexta-feira, 13 de julho de 2007
terça-feira, 10 de julho de 2007
My Kryptonite
Para quem não sabe, sou detentora de uma super-força que geralmente se manifesta aos olhos dos mais atentos e com relativa frequência. Amiúde, vá... isto porque gosto da palavra, especialmente porque muitos não a conhecem e eu tenho o delírio da grandeza intelectual, ou em linguagem corrente: mania da esperteza!
Entre os meus super-poderes contam-se:
1) Humor, porque não me levo demasiado a sério. Rio com gosto das minhas fraquezas, manias e palermices (e não são poucas!);
2) Tolerância, porque tento não atirar a primeira pedra quando me cruzo com alternativas formas de pensar e agir;
3) Resiliência, porque trambolhões dados, lágrimas choradas, feridas saradas... tento reerguer-me das cinzas como uma fénix (embora um pouco mais perra...);
4) Criatividade, porque chegando a becos sem saída, procuro meios de transpôr os muros para não ter de voltar atrás;
5) Esperança, porque sem ela de que nos vale respirar? Interesso-me pela VIDA não pela sobrevivência.
5) Esperança, porque sem ela de que nos vale respirar? Interesso-me pela VIDA não pela sobrevivência.

Mas... e trata-se de um grande MAS... como qualquer super-herói sou vulnerável. Eis a minha kryptonite: EU MESMA!
terça-feira, 3 de julho de 2007
Feira de antiguidades
Ainda a propósito do SBSR - prometo fotos em breve mas preciso de ler as instruções do telemóvel! - e do mui aclamado concerto dos Metallica, vejam só o que desencantei numa caixa refundida no armário... Uma ressalva, foi escrito em 93, logo, com uns imberbes 16 anitos e na sequência do primeiríssimo concerto a que assisti... ainda por cima eram feios, maus e ruidosos (dizia a minha mãezinha!).

"NOSSO MUNDO, NOSSA MUSICA
É sempre o mesmo som. Os mesmos acordes gritados na corda de uma guitarra. A mesma vontade louca de ser louco, porque a música nos chama, nos encanta e nos enfeitiça.
É sempre o mesmo tom. As mesmas vozes sussurradas a muitos decibéis de potência. A mesma vontade louca de soprá-las ao vento, que nos ouve. De fazer entrar por aquelas cabeças dentro as palavras proibidas. Tudo porque esta música nos chama, nos ecoa ferozmente nos ouvidos, como se tudo o mais não existisse.
É sempre a mesma paixão. O mesmo amor obsessivo por melodias harmoniosas, tornadas ruído no vocabulário obsoleto e restrito daqueles. É esse calor que nos invade, essa energia que nos consome, a eterna aliança impossível entre o senso comum e a ferocidade dos sons metálicos.
É sempre o mesmo som. Os mesmos acordes gritados na corda de uma guitarra. A mesma vontade louca de ser louco, porque a música nos chama, nos encanta e nos enfeitiça.
É sempre o mesmo tom. As mesmas vozes sussurradas a muitos decibéis de potência. A mesma vontade louca de soprá-las ao vento, que nos ouve. De fazer entrar por aquelas cabeças dentro as palavras proibidas. Tudo porque esta música nos chama, nos ecoa ferozmente nos ouvidos, como se tudo o mais não existisse.
É sempre a mesma paixão. O mesmo amor obsessivo por melodias harmoniosas, tornadas ruído no vocabulário obsoleto e restrito daqueles. É esse calor que nos invade, essa energia que nos consome, a eterna aliança impossível entre o senso comum e a ferocidade dos sons metálicos.
És sempre tu, nós e os loucos seguidores deste som. Lutando contra eles. Os que nada mais fazem do que levantar a voz e nos alvejar com falsas moralidades. Que nos ferem e magoam com a sua insistente e cega incompreensão. E se quando nos olham ficam chocados e têm medo e nojo de nós, a culpa é só sua. Porque fazem de nós marginais, rotulam-nos de lixo, excrementos de uma sociedade corrompida. Somos a escumalha, as almas perdidas! Comuns humanos tornados malditos… Isto perante os seus olhos porque para nós somos os mesmos. Continuamos a ser sangue e carne e alma. E não importa que falem assim de nós, sem saberem o que dizem. Porque sucumbimos à crença firme deste culto subterrâneo, renegado para a obscuridade. Porque este estado de alma é mais importante para nós que qualquer calúnia inventada.
Eles temem, eu sei, que nos transformemos tentados pelas vidas desregradas dos nossos ídolos. Pensam que nos perdem, que nos perdemos, ignorando que só nos marginalizando isso pode acontecer.
É sempre o mesmo ritmo. O mesmo ardor agudo nos olhos que nos obriga a cerrá-los, tentados por lágrimas de comoção. Porque esta música nos consola e nos despedaça. Porque desperta em nós a amarga ilusão de pertencermos a outro mundo, que não a este covil dogmático, mesquinho e asfixiante. A mesma vontade louca de balançar o corpo a um ritmo alucinante. Até a dor física nos desabitar. Até toda a dor se libertar de nós e se despenhar no abismo das emoções positivas.
É sempre o mesmo ritual. A tradicional ideia de que pertencer ao grupo mais temido e odiado dá estilo e faz de ti um indivíduo que no fundo não receiam, mas invejam. É sentirmo-nos protegidos e desculpados, quando caminhamos no fio da navalha, nos carris de um comboio que se aproxima. É sentirmo-nos o máximo, mesmo quando somos só nós e isso apenas ou tudo isso.
É sempre o mesmo som, o mesmo tom, a mesma paixão, o mesmo ritmo, tu e eu, nós os loucos, um ritual e aquela vontade louca de nos sentirmos, efemeramente, loucos.
16.06.1993 – Estádio José de Alvalade"
Já na adolescência tinha tendência para o melodramático... Apre!
domingo, 1 de julho de 2007
28...o eléctrico

Pois é... Apanhei o eléctrico 28. O da vida...Da Graça aos Prazeres da vida. Aquele que nem sempre pára em todas as paragens, aquele cujo percurso demora um pouco mais de uma hora. Aquele de onde construo um castelo, em vez de o avistar. Dias em que as ruas se estreitam entre colinas, para eu passar...nem tudo são ruas largas e rectas. Ergo a cabeça de encontro ao vento e posso ver uma estrela a guiar.
Encontro amigos ao entrar e ao sair do eléctrico. Encontro-me com eles na primeira paragem, sinto o seu calor e o cheiro a churrasco, alimento a alma muito mais que o corpo...Sorrio a essa comunhão de cores, amarelo e azul, sol e mar, terra e céu. E ao fechar as mãos, cores que estão plenas de luz, dessa réstia de final de dia, sempre serena. Obrigado, tenho bilhete por um ano, vou usá-lo o melhor que sei.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
quinta-feira, 28 de junho de 2007
quarta-feira, 27 de junho de 2007
REPTO
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Regresso das férias arruinadas por um S.Pedro propenso ao humor negro
7:00 - Toca o despertador/telemóvel "Muda de vida... lalalalala..."
7:20 - Entro no carro, rodo a chave na ignição e ponho os óculos escuros
Alguma azáfama no trrânsito depois...
7:50 - Entro no serviço, os colegas olham para mim "Então as férias?"
Então as férias? AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!

Vamos assumir um compromisso: NÃO SE VOLTA A FALAR DAS FÉRIAS DE JUNHO DE 2007!
7:20 - Entro no carro, rodo a chave na ignição e ponho os óculos escuros
Alguma azáfama no trrânsito depois...
7:50 - Entro no serviço, os colegas olham para mim "Então as férias?"
Então as férias? AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!

Não me consigo decidir sobre o ponto alto destas férias, tão cheias de coisas boas... A chuva praticamente diária? Um re-desencontro? Um dia a encher os caixotes de lixo do bairro com o conteúdo da arrecadação?
Vamos assumir um compromisso: NÃO SE VOLTA A FALAR DAS FÉRIAS DE JUNHO DE 2007!
8:00 - Passagem de turno... Nunca mais tenho férias...
sábado, 23 de junho de 2007
Jantar Internacional Número 5 (que devia ter ocorrido no mês 5 mas por motivos que se desconhecem foi em Junho)
Bem, o título diz tudo. Só acrescentar que foi Chinês (pato a pequim, xau xau, massa de arroz e companhia) e passou-se na casa da Sandra porque ela precisava de estrear copos. Temos de recuperar o andamento destas incursões gastronómicas internacionais. A ver se chega um mês com 60 dias para encaixar o mexicano que temos em atraso. Aqui vão as próximas ideias:
# africano (Julho?)
# africano (Julho?)
# argentino (Agosto?)
# marroquino (Setembro?)
# brasileiro (Outubro?)
# brasileiro (Outubro?)
# espanhol (Novembro?)
# japonês (Dezembro?)
p.s.: Não conseguimos estrear todos os copos. Uma conviva é mãe de filhos e levou o mais novo, outra precisava de voltar para casa de carro, outros dois que... não sei o motivo... uma porque chegou atrasada e por fim a anfitriã que resolveu poupar-se não fosse partir os copos com algum desequilíbrio ebriamente provocado.

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