sexta-feira, 25 de maio de 2007

Aimee Mann - Save Me

A diva brinda-nos a 25 de Julho... e graças ao amigo Bruno estarei lá na primeira fila!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Agenda

Tenho andado um pouco calada (preguiçosa!) mas não necessariamente desocupada... aqui vai um curto diário da semana transacta.
Nestes dias ocorreu o jantar internacional nº4 que, ao contrário do previsto, não foi mexicano. Parece que o México anda enguiçado... decididamente não nos quer por lá mas seremos perseverantes. Demos um pulinho rápido a Itália... uma Itália que fica ali em Alcântara, mais precisamente nas Docas. O Don Pomodoro foi então o escolhido, não tanto pela cozinha mas essencialmente pela sangria de champagne... Uiii... Mama mia... Molto buono!
Apesar das diabruras gastronómicas, consegui alcançar a almejada maçã amarela lá no ginásio. E ainda bem, porque a motivação pra lá ir tem sido pouca. Exercícios repetitivos, overdose de música brasileira e só mulheres aos gritos... :( Por favor... Preciso urgentemente de ir à praia para fazer uns colírios oculares.



A exposição dos vasos gregos no Museu de Arqueologia também pôde contar com a minha visita, para seu gáudio e prazer... Era vê-los, os caquinhos ancestrais a agitarem-se com a minha passagem pelas vitrinas, a cohicharem: "Olha quem é ela!" "Hmm... só cá veio ver-nos porque era de graça!" E não, não andei a tomar LSD, mescalina ou outras substâncias ilegais. Chazinho verde! Esse é o segredo para grandes trips mas ajuda ser detentor de desequilíbrios psíquicos. Depressão endógena, diria alguém que eu conheço mas que lê demasiados estudos americanos.
E mais, deixa cá ver o que tenho andado a inventar... hmm... CONCERTO de BLOC PARTY no COLISEU. Divertido, descontraído, despretensioso e muitos outros adjectivos começados por "D". Mas confesso que já vi melhor naquela sala de espectáculos, como uns Radiohead ou Perfect Circle, só para enumerar alguns.







Aproveito para esclarecer que também trabalhei nesta semana, não foi só galderice! Pudessem os dias ter 48 horas e eu inventava qualquer coisa para marcar com um post-it na minha agenda! ;)

Os Pioneiros de Portugal

Sinto uma imensa gratidão com a vida, por me ter feito vivenciar o campo de férias dos pioneiros de portugal.

Surgiram na minha vida em 2003 e ficaram gravados no meu coração para sempre. Nesta fase da minha vida desejava muito partir em missão humanitária para fora do país, como voluntária. Colaborei assim como enfermeira, despi a farda e vesti o desconhecido. Iria durante uma semana para o parque campismo da Galé, onde estariam monitores, pessoas da organização e um grupo de jovens (40) entre 14 e 16 anos. Não conhecia ninguém. Seria um retiro de uma semana para abraçar tudo o que viesse.
O que veio foi tanto...foram momentos de partiha únicos. Jovens na fase em que tudo gira e tudo muda, e tudo se experimenta, e tudo nos confunde. Jovens de classes sociais muito diferentes, alguns com vidas menos boas, onde numa semana, pelo menos, o sol brilharia todos os dias.
Encontrei um espaço físico muito bem organizado, erguido e pintado pelas pessoas da organização. Com uma cozinha, um palco, uma zona de actividades (com bancos e mesas), uma zona de dormir (com as tendas), uma zona de refeições e outra de jogos... Tudo pintado a rigor, com as cores perfeitas.
Ficam momentos únicos, como vozes que se erguem nas noites frias e que a fogueira aquece. As estrelas cadentes que nos atingem a alma e o coração. Os abraços da despedida quando o mar escorrega dos olhos. Os piolhos e os banhos em fila com o Ricardo de mangueira. O cansaço que nunca chegava, para quem abria as mãos e tudo dava. Os passeios ao badoca e a Santiago. Os mosquitos companheiros...O protector solar, incansável...


Foram momentos únicos, de enorme dádiva.


Agora revivo e renovo esta missão nos almoços (como no passado dia 12 de Maio) dos amigos dos pioneiros. E desejo que o Afonso quando tiver 6 anos possa participar e viver momentos especiais que ficam para sempre.

http://www.pioneirosportugal.org

http://pioneirosportugal.blogspot.com

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Ligação directa

Dia 20, 21h30, Teatro Maria Matos, em ligação directa a Sérgio Godinho.
Esse cantador de histórias, que não sai de tom, difícil é mesmo acompanhá-lo. Contudo em palco tudo se encaixa, ele e sete preciosos elementos que transformam cada música numa sinfonia de cor. Brilha a comunhão de instrumentos que se erguem tornando cada história mais encantada, mais rica, mais directa. Confessa Sérgio Godinho que a última vez que ali esteve foi em 1978, para além de ainda não ter nascido, confesso que passados quase 30 anos, é um privilégio poder estar na plateia e perceber o quão fantástico é a vida cantada por ele.

Ficam pedaços como a deusa do Amor, às vezes o amor, o rei vai nu, o rei do zum zum, marcha centopeia, não há duas como ela, o velho samurai, só neste país, é terça feira, com um brilhozinho nos olhos, o elixir da eterna juventude...61 anos de mãos abertas, assim é o homem dos 7 instrumentos.

Desejo que em cada dia possa recordar "o primeiro dia":

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A principio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebem-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

para a Filipa se lembrar em cada hoje

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Carta

Caríssima van cristjan,

Venho por este meio protestar contra o tom cinzento, punjente e deprimente de alguns posts assinados por ti.
Chega de elogios auto-comiserativos. O melodrama é um exercício de estilo deveras... chato! Bhac!!
O sol brilha, é Primavera, etc... O que também significa pólens, alergias e nariz entupido. Mas esqueçamo-los... enxarquemo-nos em anti-histamínicos e gozemos o sol e a renovação da vida.
Um recado: "GET A GRIP!!" Perdoa o inglês mas é mesmo isso que eu quero dizer, não há correspondente à altura no nosso idioma.
Que importa se te falta a luz: acende uma vela aromática, sempre ajuda a perfumar o mundo. O teu discurso miserabilista enjoa. Chega de te vitimizares... a vida não corre como idealizaste? Mas quando é que as coisas correm como sonhamos? Isso é uma utopia... E mesmo que corressem, para que serviam então os sonhos? As noites ficariam repletas de sonos estéreis...
Ninguém te compreende? E tu, compreendes-te a ti mesma?
Sentes-te só? Que ingratidão... e os teus amigos? E a tua família? E tu? Não te bastas a ti própria? Serás assim tão vazia e insuficiente? Há alturas na vida em que todos parecem poucos... quando um por si só é o bastante. Não tens a quem amar? Ama-te. Não tens uma pessoa com quem partilhar os dias? Partilha-os com o mundo. Abre os teus horizontes, expande-te! Para quê esgotar o amor só com uma alma? Isso é uma forma de egoísmo dirigido. O amor replica-se!
Não leves a mal esta carta... só estava um pouco preocupado.

O teu alter-ego,

Vanda

segunda-feira, 14 de maio de 2007

U2 - Ultraviolet (Light My Way)

"Amo-te enquanto restarem os meus dias contigo!" dizia ela. Dizia ela aquilo que hoje em dia é mais certo dizer. Dizia ela mas embora esforçando-se, não o sentia, desenquadrada no cenário da contemporaneidade.

Há um ano a sua vida era tão diferente. A mudança não foi próspera mas era inevitável. Faz parte da natureza do homem a inconstância. O desconforto de estar simplesmente, deixando o tempo sulcar os veios da nossa pele e alma.

Há um ano os dias tinham mais luz... uma falsa luz, projectada por fantasias de uma mente sedenta por luz, por água impregnada de sensações e vivências partilhadas. Onde está agora a luz? A verdadeira luz que exala do nosso corpo, no nosso permanecer na vida, com as raízes bem afundadas no ventre da vida. Onde está a luz, afundadas as raízes no ventre da vida, que faz crescer os ramos em direcção ao céu, lutando contra o atrito. A luz que alimenta as folhas gratas e generosas.

A luz está dentro dela. Só lhe falta encontar o botão.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Sofrimento...



Quem melhor que Freud para nos lançar a rede para o sofrimento, para que não nos esborrechemos no chão depois de umas exibições em pleno trapézio da vida...


"Privamo-nos para mantermos a nossa integridade, poupamos a nossa saúde, a nossa capacidade de gozar a vida, as nossas emoções, guardamo-nos para alguma coisa sem sequer sabermos o que essa coisa é. E este hábito de reprimirmos constantemente as nossas pulsões naturais é o que faz de nós seres tão refinados. Porque é que não nos embriagamos? Porque a vergonha e os transtornos das dores de cabeça fazem nascer um desprazer mais importante que o prazer da embriaguez. Porque é que não nos apaixonamos todos os meses de novo? Porque, por altura de cada separação, uma parte dos nossos corações fica desfeita. Assim, esforçamo-nos mais por evitar o sofrimento do que na busca do prazer".

Sigmund Freud, in 'As Palavras de Freud'

terça-feira, 8 de maio de 2007

Café frio

Sentada ao balcão, o silêncio entrecortado por respirações hesitantes na penumbra. Sentada a pensar sobre a vida. A vida breve que se escapa destes corpos velados, cada minuto em contagem decrescente. O que foram, o que ainda desejavam ser, ver, ouvir, fazer, sonhos e ambições estatelam-se contra o muro da doença. Vidas que perdem sentido a cada exalação.

Ou não... Não terá mais significância aquela vida que se extingue após uma viagem bem recheada? Do que a minha própria vida, soluçada em espasmos que agitam a aridez de um horizonte perfeitamente horizontal, geometricamente irrepreensível, agitado pelos soluços de uma vida espástica.

Sentada no balcão, as pálpebras pesadas e a inércia dos meus dedos segurando a caneta que se aninha nos meus dedos, inertes, gagos, estupidamente gelados.

O café ficou frio. Chamaram-me ali ao lado. Fiz o que tinha a fazer e desculparam-se pelo incómodo. Apetece-me dizer: incomodem-me!
Sentada no balcão com o café frio e os olhos esfumados entre pestanas coladas de sonho. O relógio arrasta-se... Estou sempre desejosa que o tempo passe mais rápido, para depois chorar a celeridade com que as coisas me passam.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

E agora algo verdadeiramente preconceituoso

Este fim de semana fui ao Estoril Open. Há três tipos de pessoas que se deslocam a este tipo de evento: os que gostam de ténis e têm dinheiro para comprar o bilhete/passe, os que gostam de ténis e têm a sorte de lhes cair um convite no colo e aquelas pessoas que vão para que se possa dizer que foram... Onde me incluo não é certamente difícil descobrir. Falemos um pouco sobre o terceiro grupo mencionado.
Estamos na presença de uma nova etnia. Há os caucasianos, os negros, os aborígenes... os betos. Os betos sempre existiram e vão continuar a existir, porque evidentemente têm capacidade de se reproduzir. Magras, levemente bronzeadas, cabelo escorrido comprido e com franja, com o obrigatório aparelho nos dentes, fios e pulseiras q.b., as betinhas são todas iguais entre si, o que me deixava intrigada ao início, até se ter feito luz na minha cabecinha: as mães também são iguais. Há uma pool genética perfeitamente preservada, com algumas falhas, nomeadamente a necessidade de aparelho nos dentes. É curioso verificar que a ele recorrem todos os especimens deste grupo sócio-físico-psico-económico-geográfico-cultural.
As betinhas e antes delas, as suas mães e avós, acasalam com jovens de cabelo grande e desconcertantemente virado ao lado, por forma a que longas mexas caiam sobre as suas faces. Usam aparelho nos dentes. Alguns jogam ténis.

Enfim, desporto à parte, vim de lá com uma grande ensaboadela de tios e pro-tios. Valeu a vitória do Djokovic que afinal até é simpatizante do Benfica, o que provocou grande apupo entre a audiência, pois como toda a gente sabe, este pessoal mais aristocrático é sportinguista! Mas isso é outro post...

Bocados de mim...

domingo, 6 de maio de 2007

sexta-feira, 4 de maio de 2007

2 Amores

Duas horas e meia de puro riso, servido assim a frio, sem avisar... Graças a ti caro amigo Bruno, OBRIGADO!!!
Uma verdadeira bebedeira de riso, que funcionou como terapia para uma excelente digestão e uma boa noite de sono.
Continuo a achar que o simãozinho andava metido com o carlinhos...e que a cobra se escondia no vestido cor de laranja da freira. Mas a tinta vermelha na realidade era o sangue do carlinhos que foi morto pelo companheiro, o vizinho de cima. E é sempre a apitar o taxi... Mas o Horta, na horta afinal em vez de pepinos, plantou tomates, vermelhos que escorriam pela casa de banho do Santos...
Enfim...Muito Bom!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

D. Sebastião

"Também na vida privada existem D. Sebastiões. São aquelas pessoas que esperamos nos venham arrebatar de vidas enfadonhas e sem graça." (Nuno Nodin)

Reza assim uma crónica que desencantei numa revista feminina. Fala sobre os princípes/princesas encantados, essas figuras miticas que povoam o nosso imaginário. Todas recusamos assumir que o esperamos e a espera é aquela velha faca de dois gumes: desespera-se ou alcança-se?

Há quem tenha a felicidade de encontrar um aceitável substituto da sua alma gémea idealizada. Não se chama a isto contentar-se com o que vem à rede é peixe, mas apenas um franco exercício de bom senso. Além de que se aceita universalmente que o mais repelente sapo se pode transformar num etéreo princípe, seja qual fôr a imagem congeminada no nosso sub-consciente.

A crónica aponta o dedo aquelas pessoas que vão rejeitando sucessivos candidatos ao lugar de soberano, aquelas que optam por esperar o cavalo branco e respectiva montada. Esquece aquelas outras pessoas que nunca foram eleitas para experimentar o sapato de cristal, aquelas outras pessoas que não se debatem com sucessivos proponentes...

Há pessoas que esperando ou não um D. Sebastião se perdem no nevoeiro e não chegam a cruzar-se com ninguém.

Será então justo acusar aqueles que esperam de snobismo quando podem ser vítimas de falta de oportunidades? Alguns não exercem qualquer tipo de preconceito social, ficando até bastante satisfeitos em encontrar um "plebeu".

"Também as figuras míticas da vida amorosa, quando surgem, podem ser autênticos flops. Quanto maior a expectativa. maior a queda e, por vezes, pensa-se que se encontrou o principe, quando apenas se deu de caras com o bobo. Porém, há que não esquecer que a felicidade também pode ser possível com o bobo." (N. Nodin)

E eu acrescento, a felicidade com o bobo é efémera. Porque o bobo é uma encenação, uma máscara.

O mesmo se aplica quando julgamos ter encontrado o tal principe que sendo coroado se transforma no rei vai nu... mas o logro é humano e a felicidade será sempre finita, no tempo e no espaço, porque é um estado onde transitamos no caminho de um para outro lugar.

"Um dia ele há-de surgir" é o nome da crónica... E o que diz a avó esperançada, as amigas piedosas, a cabeleireira que insiste em meter conversa, em gastar palavras. Gastam-se indiscriminadamente palavras. Dizem-se coisas impunemente, sem critério... "Amo-te... quero passar o resto dos meus dias contigo..." Mexem-se os lábios que vomitam palavras. Quando o slogan devia ser "Amo-te enquanto restarem os meus dias contigo!" O amor é uma das armadilhas do efémero.

Dizem os pais desesperados para serem avós e cumprir a ordem natural. "Vais ver, ele há-de chegar e tu vais logo perceber que é o TAL!" Dentro de nós cresce a pressão de tentar desencriptar qualquer sinal emitido pelo outro género da nossa espécie. E se eu não perceber que é o tal? E se o meu radar estiver avariado? E se ele falar numa lingua que eu não domino? E se ele fôr mudo e eu surda? E se ele chegar e eu me atrasar e nos desencontrarmos na suposta encruzilhada que nos juntaria?

E se D. Sebastião tem regressado?
13/07/1955 - 2/05/2000
Hora
Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta... por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.
Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.
E dormem mil gestos nos meus dedos.
Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.
Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.
E de novo caminho para o mar.


Sophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Amigo


Amigo,
que embarcas hoje nesse navio,
que te embrutece...
Solta as amarras e grita.
E que o vento,
traga no teu grito a luz
e a força que te faz vencer as marés.
Pinta um ondular perfeito,
sem nós de corda.
Escreve no vidro embaciado
a alegria do regresso,
depois de meses no mar.
Ri-te,
quando a espuma te salpicar de saudade.
Vai, mas volta.
Nalguma maré,
nalguma madrugada.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

9 meses





9 meses,
...antes de ser e depois de nascer.
...a germinar para depois dar flor.
...sem te ver para irradiares luz e amor.
É o fim de um ciclo, 9 meses para nascer e 9 meses para crescer.
9 meses a apostar, sem te ver, sem te cheirar, só a sentir-te.
9 meses de luta, um dia de luz.
9 meses da tua luta para poderes: morder, olhar, sentar, sorrir, segurar, comer, andar, abraçar...e a luta continua, para abraçares o mundo e a vida.
Sorris muito, alimentas a alma, é a engrenagem para a caminhada.
Tocar-te agora fora de mim em vez de seres tu a tocar-me dentro de mim.
Obrigado por em cada dia me fazeres mais feliz.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Manifesto

Não me rendo.
Não me submeto ao jugo da frustração
Não me entrego às esperas exasperantes
Não me dobro na curva do tempo tirânico
Não me sujeito ao determinismo de um suposto destino
Não me reduzo a um corpo desconfortável
Não me abandono à solidão dos beijos não dados
Não me empresto ao optimismo incontinente
Não me renuncio mesmo que esteja só contra moinhos de vento
Não me conformo com a felicidade esteriotipada
Não me abalo com os acasos fabricados
Não me defiro de escolher o caminho
Não me esgoto nos passos que a nenhum lugar me levam
Não me consumo com as adversidades que me beijam
Não me corrompo com um talvez
Não me encolho no canto escuro da tua memória
Não me cesso mesmo que finde a nossa história
... porque eu não me rendo!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Zeca Afonso - 20 anos depois

Em jeito de homenagem...
Porque o 25 de Abril ecoa o seu nome e a sua obra.

sábado, 21 de abril de 2007

Horas...

É urgente SER.
Quando tudo o que esbarra, são pedaços, metades, copos meio-cheios, mãos demasiado abertas, folhas ao vento, barcos sem bússolas, restam horas...
Nesta meia luz apodera-se a verdade sem rodeios, grava no peito o medo que depois de ver, reste o ser, na sua plenitude, onde se rasga a máscara e se grita o que desarma cá dentro. Abraço no vazio, a agarrar o vento que te leva longe, e te traz embrulhado em madrugada, já sem cheiro, corres com a espuma da areia e com tudo no lugar, livre, ÉS.


quarta-feira, 18 de abril de 2007

Björk - Jóga

Tenho a sensação que vivo urgentemente. Tenho sempre pressa de atingir um fim ou de chegar a algum lugar. Se as horas demoram aborreço-me... Se os dias não me acompanham fico frustrada. Às vezes penso que seria capaz de comemorar a entrada do ano novo na Austrália sentada no meu sofá.

Porquê? Porque sinto que a vida se esgota sem que possa usufruir plenamente dela? Porque tenho urgência em respirar?

Vivo como alguém que acaba de correr os 100 metros e não ganhou a medalha. Por isso volto a colocar-me na linha de partida à espera do tiro. Sou aquele tipo de pessoa que sempre achou a maratona uma entediante perda de tempo.

Tenho urgência em ser feliz... Mas ser feliz não se é: está-se... Como ando sempre a fugir de um lado para o outro, não tenho tempo para estar em nenhum lugar.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Hoje ganhei uma maçã verde (Viva fit) e uma t-shirt, porque perdi 5,5 cm e 300 gr...mas aumentei a massa gorda, portanto não me sinto excessivamente satisfeita, é um começo...também me sinto a 0,5 de tanta coisa...


domingo, 15 de abril de 2007

Banda sonora do meu fim de semana

Esta foi a Banda sonora do meu fim de semana. Variou entre alguém à viola a tentar chegar lá... e o original.

"Viela do Anjo"

Se meteres à viela do anjo
E deres c'o amor venal
de dois seres infelizes
Não te encandalizes
Qualquer amor vale

Nesse amor sem sal
talvez d'um magala
em folga semanal,
quase nem se fala
É o amor carnal,
que há nas meretrizes

Mas não moralizes
assim d`um arranjo
Nunca tu precises
da viela do anjo.

Música: José Mário Branco, Canto Nono


Ouçam a música aqui:



Click here to get your own player.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Hoje ganhei uma maçã azul. Fiquei a 0,5 da verde. Fico sempre a 0,5 de qualquer coisa...

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Um olhar ao passado


Uma menina de 9 anos escreveu isto um dia...

"O Amigo

Um bom amigo
Não se esquece rapidamente
Um bom amigo
Recorda-se eternamente
A amizade que dentro de si floriu
A ternura na boca do amigo se ele sorriu
Um bom amigo é aquele que nos dá a mão
Voa connosco, flutuando no ar como um balão
Mas um amigo é muito mais do que isso
É a solução para a solidão

87"

Na sua inocência escondia-se a verdade. Aos meus amigos, bálsamo das horas mais lentas e pesadas...

domingo, 8 de abril de 2007


O que importa é ir para e não ter chegado, porque jamais se chega a parte alguma.” Saint-Exupéry

E os manolos????!!

Neste sábado de Páscoa trabalhei até às 16 horas. Esteve um belo sol durante toda a manhã, mas quando sai do serviço rumo ao passeio marítimo de Oeiras, não avancei além do Peter's, detida por uma forte chuvada... Lei de Murphy, dirão alguns! Eu chamo-lhe um grande azar mas nada se perdeu, convertendo-se o ginasticado plano de um passeio vigoroso numa amena cavaqueira regada por gin tónico e uma tosta de proporções biblicas...
De regresso a Lisboa manteve-se a tendência para planos abortados. "Vai um cosmopolitan?" desafiou-me a Sandra... e antes que nos rotulem d pré-alcoólicas, informo já que não o chegámos a provar. A fila no Hard Rock era relevante!
Sandra (com facies incrédulo): Esta fila é pra jantar?
Porteiro (com expressão de i told you so): Esta e mais qualquer coisa... Sábado à noite, meninas...
S (num misto de admiração e consternação): Mas como?! É Páscoa... não foi tudo pra fora?
P (com o ar mais típico de gajo do bairro): ... E os manolos????!!
E com esta rodámos nos calcanhares e afastámo-nos a rir do in Hard Rock infestado de gringos e com um porteiro cheio de finesse. Mas é verdade... Nesta época do ano, em Lisboa sê espanhol!
Como o passeio à beira rio tinha falhado, resolvemos substituir o Elevador da Glória pelas nossas pernas e escalámos até ao Bairro Alto onde acabámos por jantar, entaladas entre um casal italiano e um parzinho espanhol, atendidos pelo mais desorientado empregado brasileiro disponível em cartaz... Bem vindo à Aldeia Global!
E com isto perdi o Prison Break... mas a tirada dos "manolos" fez valer a tarde.
Fica a lembrança de outros cosmopolitans (en la movida de Barcelona!)

sábado, 7 de abril de 2007

A prepósito de Temer...

"Temer mais a vida insuficiente"...

É estar vivo. Porque de insuficiências pequenas e grandes se faz a estrada da vida, guiando-nos por uns atalhos mais preenchidos, à partida menos vazios, mais suficientes, naquele momento... Mas a vida, essa sinfonia estridente de tantos momentos, de instrumentos que se vão desafinando e que a exigência de um agora pressupõe um afinar constante, e por vezes soltam-se cordas... Os mais atentos, de ouvidos afiados percebem...mas há os que voam em pensamento, desatentos, que perdem esse soltar...

O desafio verdadeiro é não ter medo que as cordas se partam, num grito para que a vida se torne menos insuficiente, sem ter medo de abraçar a doce morte, que nos faz perceber sempre o quão feliz se foi pelo pequeno desafinar ou não...
Foto: Amesterdão Por Bruno Silva

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Uma canção de Lisboa


Se viesses buscar-me à noitinha
À hora parda dos gatos
E dos amantes
Cruzando as esquinas e as calçadas
Falantes
De segredos esquivos
No silêncio ponteado pelas luzes vagas
E pelo roçar de sombras
Nas vielas de portas baixas
E furtivos recantos


Se tivesses vindo pela tardinha
Atrás do sol
Que ancorado no rio
Namora os telhados que a cidade abraça
Acenavas ao dia
Que bocejando num torpor guloso
Escondido no seio das colinas fartas
Tinge o céu numa embriaguez dourada

Se me tivesses acordado de manhãzinha
Arrepiando-me o pescoço
Com o calor do teu hálito
Roubando o lençol do meu corpo usado
Gemidos rasgaram a madrugada
Ecoando na alma da cidade


Nessa manhã me lembro
Que à tarde
Nunca fora tão longe de te ter
À noitinha




quarta-feira, 4 de abril de 2007



"Temam menos a morte e mais a vida insuficiente."


Bertold Brecht

Por falar em fantasmas...

Existem fantasmas debaixo da minha cama... mas não lhes fujo, nem os esconjuro. Interpelo-os. Tecemos um monólogo encenado debaixo dos lençóis, escoltados pelo obsidiante silêncio da noite. Estes fantasmas são fragmentos da minha vida que contornei, voluntária ou involuntariamente. Momentos a que tentei esquivar-me para não sofrer, para não viver... Mas eles estão lá. Debaixo da minha cama ou escondidos no sotão da minha alma, para me relembrarem sempre daquilo que evitei, as fugas magistralmente coreografadas que até a mim própria ludibriam.

Por mais que lhes fale não me ouvem. As minhas palavras embatem contra o muro de silêncio. Mas não desisto. Algures se desfiará uma brecha e talvez então seja estendido o perdão, permitindo a "dança dos gigantes" e o sorriso apaziguador dos "donos do céu". Até lá... no alvo!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Depois quebra-se o silêncio...

Quem me leva os meus fantasmas (P.A)


Aquele era o tempo em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acessos
Marinheiros perdidos em portos distantes
Em bares escondidos em sonhos gigantes
E a cidade vazia da cor do asfalto
E alguém me pedia que cantasse mais alto
Quem me leva os meus fantasmas

Quem me salva desta espada
Quem me diz onde é a estrada
Aquele era o tempo em que as sombras se abriam

Em que homens negavam o que outros erguiam
Eu bebia da vida em goles pequenos
Tropeçava no riso abraçava venenos
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala nem a falha no muro
E alguém me gritava com voz de profeta
Que o caminho se faz entre o alvo e a seta
(refrão)
De que serve ter o mapa se o fim está traçado

De que serve até à vista se o barco está parado
De que serve ter a chave se a porta está aberta
De que servem as palavras se a casa está deserta
(refrão)

Para que se apaziguem com os vossos fantasmas....
"Entre o alvo e a seta", "bailam gigantes" e "há donos do céu"!

domingo, 25 de março de 2007


"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram...Mas na intensidade que elas acontecem, por isso existem momentos, inesquecíveis, coisas, inexplicáveis, e pessoas incomparáveis..."


Fernando Pessoa

Viagem à volta da cozinha do mundo - 3ª etapa

Este é um post redundante pois a Sofia já escreveu sobre este jantar mas como já existiu o "viagem à roda... - 2ª etapa" e respectivo antecessor, parecia mal menosprezar a nossa terceira incursão pelos sabores do planeta. Desta feita aterraram na Rússia oito destemidas comensais e o portal de entrada foi "A Tapadinha" em Alcântara.

Estava frio, o restaurante era vermelho e um pouco obscuro, ou seja: um cenário coerente. As mais aventureiras que apostaram nas entradas, sairam de lá com um amargo de boca. Ao que parece, o condimento avinagrado era bastante forte. Quanto a mim, não tenho queixas... desde o strawberry vodka ao frango kiev - espera lá, mas isto é um restaurante ucraniano? Vestígios da velha URSS! Destaco as ementas, inscritas em cópias de cartazes russos. E o strawberry vodka!
E venha o próximo... partiremos em busca de latitudes mais amenas: Mexicano! Estão convidados.

sábado, 24 de março de 2007

Ginasticar - Parte III

"... hoje é o primeiro dia do resto da tua vida..." Estava para aqui a ouvir o amigo Sérgio e lembrei-me que ainda não tinha postado sobre as aventuras ginásicas das autoras deste blog. Apesar de já não ser uma neófita nesta matéria, aceitei o repto da Sofia e arrisquei uma abordagem diferente. É verdade que o Vivafit tem um ambiente familar e é exclusivamente frequentado por mulheres, o que para a Sofia é uma mais-valia e para mim um handicap ;) Nos outros sempre dava para ir fazendo uns colírios para os olhos... E abracei um verdadeiro desafio que vai dar um empurrão significativo na minha vida. Passo a explicar...
Este ano encerra uma trilogia: 2005 foi o ano do intelecto, 2006 o do coração e por fim 2007 vai ser o ano do corpo. Vou tornar-me ginasioholic e os próximos 180 dias vão ser testemunhas de uma transformação! A título de informação, antes de 2005 foram anos de marasmo ou como eu gosto de salientar: aparvalhamento total!


Adeus mousse de menta (caro Moleskine, se quiseres a receita contacta a Peixa via este blog!).
Vou derreter algum volume a mais e deixar vir cá para fora a tal deusa escadinava que tenho dentro de mim. Será uma deusa anã dada a minha estatura mediterrância mas nem por isso menos iluminada.
As primeiras sessões foram um prefácio... Aguardem então as cenas do próximos capítulos.


Jantar do Lobisomem "vegetariano"


Mais uma reunião de amigos, com jantar incluído, no passado sábado dia 17 de Março. Com vista para a uma bonita colina (onde o sol ao meio dia está precisamente em cima de Monsanto), este não seria um jantar qualquer...mudaria para sempre o conceito de serão bem passado.
As delicias vegetarianas sobre a mesa (à moda do amigo David), canecas em vez de copos (porque não?!) porque até levam mais...Uma mesa repleta de amigos e de conversas porreiras, que rondam as séries que estão no top de cada um (Dr. House - Patricia; Prision Break - Restantes, segundo a Patricia esta última é um bocado seca, sim, realmente nunca mais se piram...). O Afonso a dar o ar de sua graça, até que aterrou algures num quarto até irmos embora.
Depois o verdadeiro Mestre de Cerimónias (vulgo M.C.) o amigo David, introduziu aos restantes um jogo de grupo fantástico. O jogo tem várias personagens consoante o número de pessoas em jogo, tudo se passa numa aldeia, existe o Mestre de Cerimónias (que funciona como narrador), o Lobisomem (que mata as pessoas da aldeia, uma em cada jogada), a Vidente (que em cada jogada obtém informações junto do M.C. sobre as personagens em jogo, tendo assim informações privilegiadas que pode usar para convencer os restantes da identidade do lobisomem), as restantes personagens são do povo, sendo mortas consoante os ataques do lobisomem. Bem, mas o melhor de tudo foi mesmo jogar. Depois disto, qualquer serão passa a ser enfadonho sem o lobisomem à solta na aldeia...já tentamos cá por casa mas o Afonso (M.C) não consegue narrar a história de modo a que se perceba...


quinta-feira, 22 de março de 2007

O Regresso

Olá... Estou de volta (oh não!!) depois de umas curtas férias.
Decorria o longíquo dia 12 de Março quando três ventureiras partiram rumo aos gelos glaciares de Andorra. Cerca 1300 km calcorreados e chegaram... mas de gelo glaciar apenas uma pálida amostra. Chegou mesmo assim para ocupar estas bravas em amenas descidas por pistas coloridas, tendo sido abrangida toda a gama de cores possíveis em estâncias de ski: verdes, azuis, vermelhas e sim, até pretas... verdade seja dita que tudo aquilo é branco, mas eu vos digo: há muitos tipos de branco! Sobrevivemos...

Para coroar em grande a nossa viagem, Barcelona teve a sorte de acolher no seu seio o charme deste trio maravilha e porque de charme falamos, oh que cidade! Roteiro aconselhado para 24 horas alucinantes: Parque Guell (o famoso Drac de Gaudi que insistentemente chamamos lagarto), Sagrada Família (curiosa associação do surrealista com o pós-modernismo dos andaimes!), La Pedrera (humilde casinha do Ti Gaudi), a-avenida-que-vai-da-Pedrera-até-à-Praça-da-Catalunha-e-que-eu-agora-não-me-lembro-o-nome-mas-era-muito-gira-e-tinha-uns-exemplares-arquitectónicos-de-renome-para-além-das-lojas-mais-in-logo-proibitivas-da-cidade, Praça da Catalunha, Las Ramblas, toda a parte da cidade velha e bairro gótico, o porto velho e por fim o porto olímpico. Não deu tempo para mais... foi uma orgia de Barcelona. Mas deu tempo para entrar numa manifestação conta o Bush, para largar 89 euros por umas sandálias, giras mas que não valem seguramente esse dinheiro e para largar dois beijinhos na bochecha do nosso empregado de mesa, mas esta é outra história!

quinta-feira, 15 de março de 2007

Antecipando a espera da Primavera


AS ROSAS


Quando à noite desfolho e trinco as rosas

É como se prendesse entre os meus dentes

Todo o luar das noites transparentes,

Todo o fulgor das tardes luminosas,

O vento bailador das Primaveras,

A doçura amarga dos poentes,

E a exaltação de todas as esperas.
Poemas Escolhidos - Sophia de Mello Andresen

segunda-feira, 12 de março de 2007

Jantar do Dia da Mulher


No dia da Mulher resolvemos (sim, nós mulheres) fazer um jantar no Restaurante Tapadinha (em Alcântara). Dia 8, 8 mulheres a provar ou a reprovar os petiscos russos... Quase sem luz, para que não se perceba bem o que se prova, muito conveniente.

Nestes jantares começo a achar que vale mesmo é a companhia, as conversas, as sobremesas... Reunidas na mesa estavam mulheres solteiras, ajuntadas com filhos, eternamente enamoradas, mas simplesmente mulheres, com o que de especial isso significa. Significa que o universo conspirou para que estas mulheres fantásticas pertencessem a esse mundo de emoções, onde com um olhar se lute para vencer, nem que seja para ver um arco iris algures entre o sol e a chuva. Gotas de beijos para vocês (Marta, Sandra, Andreia, Tânia, Vanda, Vanda e Ana).


A Peixa e a Vanda (com a amiga Sandra) ausentaram-se para Andorra esta semana, para a neve...Lá terei que ginasticar por mim e por elas...

segunda-feira, 5 de março de 2007

Ginasticar - Parte II

Pois foi hoje o primeiro dia...Depois de nos medirem ao centimetro e de avaliarem quantos chocolates comemos e pizzas e mousses de menta...entre muitos outros prazeres. Deu um valor exorbitante - ESTAMOS AMBAS COM EXCESSO DE PESO. Uma Novidade (como se não soubessemos isso). Bem vamos ver para o próximo mês a evolução ou não...
O circuito de máquinas alterna com umas plataformas onde damos uns "saltos relaxantes". É divertido e considerando o nível de suor, é mesmo natural a perda de peso acontecer...
Esperem pelas novas cenas...

sábado, 3 de março de 2007

Ao jantar de dia 2...

Tenho a referir que a ementa satisfazia os gostos de toda a gente...horas de cozinha...O ponto máximo é sempre a mousse de chocolate e menta, com receita ultra secreta...



Depois o pormenor da banda sonora dos 35 anos (não não era o Quim Barreiros)...Claro que me esqueci de roubar o papel higiénico dos patos para fazer umas artes para o Afonso (o papel higiénico era azul céu com patinhos amarelos, bem ao jeito da amiga Ana).




O melhor de tudo são as pessoas, a companhia calorosa de todos. Foi uma noite acolhedora, salpicada de várias gerações (desde um rebento a germinar, passando por um menino de 7 meses, outro com quase 3 anos e por aí acima em crescente...) a pintalgar o quadro perfeito dos 35. O meu querido filho, apesar de rabugento, apazigou-se nalguns braços (Ana, Francisco,...) que concerteza têm muito para dar e receber...



Sinto que cada instante é como uma bússola, não sendo preciso encontrar o Norte (porque se sabe exactamente onde ele está), porque se está no sitio certo, com as pessoas certas, e tudo flui...


Que mais podes desejar numa tela dos 35?
Sim...Ainda bem que os sonhos comandam a vida, e desejo que ela te devolva na maré o que desejas...